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Para estrear na teledramaturgia, a Rede TV! investiu US$ 3 milhões
numa novela colombiana. Antes de torcer o nariz para Betty, a
Feia (seg. a sáb, às 20h15), é preciso
saber que a produção foi disputada por Globo e SBT,
elevou a audiência do canal colombiano RCN de 31 para 51 pontos
e alcançou 50 pontos no Chile. E isso sem dramalhão,
sem mocinha sofredora e sem protagonista bonitinha.
Betty, a Feia é bem diferente das similares mexicanas
e venezuelanas que costumam chegar ao País. Primeiro porque
é verdadeiramente engraçada, ou seja, não faz
rir por ser malfeita. Segundo, porque aposta numa personagem que
foge do padrão. Com óculos fundo-de-garrafa, franja
esquisita e roupas que parecem sacos, Betty (Ana Maria Orozco) está
longe de ser a mocinha por quem os espectadores torcem inclusive
no Brasil. Ainda, a novela critica a elite, que vive metida em intrigas
pelo poder, porém sai sempre sorridente nas fotos das revistas.
Claro que se trata de um produto feito sem o padrão de qualidade
a que se está acostumado no Brasil. Os cenários são
fake, a iluminação, ruim, os figurinos são
engraçados e é óbvio que todo mundo imagina
como vai terminar a história. Mas pelo menos Betty, a
Feia faz rir com suas piadas. Em que outra novela é possível
um personagem dizer, sem a mínima autopiedade: Meu
pai ainda acha que algum homem vai me atacar. Ele é o único
que não percebeu que sua filha é feia? Pois
é. Patinho feio colombiano
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