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Calça
da Gang todo mundo quer. Duzentos reais pra deixar a bunda em pé.
O funk foi composto pelo DJ carioca Saddam e faz sucesso em qualquer
baile do Rio. Já a peça de roupa em questão
é de propriedade de Alcyr Amorim, dono da marca carioca de
jeans Gang, e ganhou destaque nos Estados Unidos, terra onde há
mais de um século o jeans foi inventado. A calça
da Gang deixa a mulher se sentindo poderosa, diz Alcyr, paulista
de 55 anos.
Adotado
pelas popozudas gíria empregada às mulheres
de bumbum avantajado , o jeans da Gang virou objeto de desejo
de estrelas internacionais por um motivo básico: ele arrebita
o bumbum da mulher que o veste. Alcyr não revela o segredo
que produz tal efeito, mas o jeans da Gang, ao contrário
da maioria, é mais baixo na parte da frente e mais alto atrás,
o que produz um caimento mais justo nos quadris. A cintura
baixa da calça e o fato de ela ser produzida com stretcht,
um tipo de lycra que agarra ao corpo, fizeram da Gang um sucesso,
diz a consultora de moda Lilian Pacce.
A
musa dos adolescentes, a cantora americana Britney Spears, tem guardadas
no armário 12 peças da Gang, depois de descobri-la
quando esteve se apresentando no Rock in Rio 3, em janeiro de 2001.
Mesmo patrocinada por outra marca, Britney ficou deslumbrada ao
ver a calça no corpo de uma brasileira e a usou como figurino
no show que fez no País.
A
febre pelo jeans da Gang teve início há cerca de dois
anos e, hoje, a calça é exposta em vitrines americanas
ao lado de similares das marcas Dolce & Gabbana e Armani. Lá,
o modelo básico dela não sai por menos que US$ 160.
Se a mulher preferir um modelito mais sofisticado, desembolsará
US$ 400.
Além
de Britney, a Gang já vestiu a top Gisele Bündchen e
a modelo Mariana Weickert. Em uma de suas vindas ao Rio, ano passado,
Mariana chegou a brigar com o namorado dentro de uma loja porque
ele não queria ver as formas da amada ressaltadas pelo jeans.
Dizem que eles acabaram o namoro por causa disso, conta
Alcyr, que se recusa a mandar peças de presente para celebridades.
Se eu der, perderá o valor, diz.
Alcyr
exporta 15 mil peças por mês para, além dos
Estados Unidos, México, Colômbia e Japão. No
Brasil, tem apenas seis lojas. Mas o que aparenta ser problema,
é, na verdade, o diferencial da Gang. A baixa produção
são apenas 30 mil calças por mês para
atender os dois mercados deve-se ao fato de que as peças
são todas feitas à mão. Por isso, a calça
da Gang é considerada excepcional lá fora, explica.
Separado
e pai de dois filhos homens, o empresário aprendeu o segredo
há 27 anos, em Paris. Alcyr ficou curioso ao ver uma fila
imensa de mulheres na porta da loja Bob Shop e descobriu que um
costureiro fazia, ali, as calças na hora. Sem nunca ter trabalhado
com jeans ele era dono de uma loja que vendia roupas importadas
, pediu a modelagem das calças ao costureiro e, junto
com a modelagem da calça de outra marca famosa em Paris,
a Mackeen, ele fez sua mina de ouro. Da calça masculina
da Mackeen saiu a minha feminina. A Gang é basicamente uma
calça de homem, diz.
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