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| Elenco irregular tira brilho da montagem |
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A grande qualidade de Alexandre Reinecke é sua maior cilada. Diretor extremamente ativo, ele é o encenador mais presente dos palcos paulistanos. Só em 2007 já lançou Volta ao Lar, O Amor do Sim e, agora, Álbum de Família. Desagradável, como o próprio Nelson Rodrigues a definiria, Álbum de Família (1945) traz personagens crus, perversos e repletos de ambigüidade, que não é captada com facilidade. Aparentemente sempre pronto para o desafio, Reinecke abraçou a idéia, mas sobrou recato na releitura rodriguiana.
Reinecke já havia imprimido personalidade em Os Sete Gatinhos (2005), em que ousava ao jogar um Nelson narrador no palco. Em Álbum de Família, o diretor conta pontos com a irônica presença de Denise Weinberg como Senhorinha e uma ótima Ângela Barros na pele de Ruth, mas se perde no inexpressivo elenco jovem, que desperdiça cenas-chave, como o embate de Glória e Guilherme na capela. Como história bem contada, Álbum de Família não é programa desagradável, mas é inegável pensar que, se Reinecke mergulhasse com menos recato e mais tempo nas impurezas do autor, o espetáculo seria outro. Afinal, o que Nelson menos esperava de suas histórias é que elas fossem só bem contadas.
Nelson formal  
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