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| Lissah Martins e Nando Prado: excesso de efeitos vocais |
A FAMOSA cena do helicóptero pousando no palco durante a apresentação de Miss Saigon agora é feita a partir de uma projeção. Com o efeito sonoro e as imagens, o resultado é bom. Os efeitos, aliás, são o melhor do espetáculo, que estreou na quinta 12 em São Paulo.
Projeções, cenários e sonorização são o que mais chamam a atenção. Em algumas cenas, é tanto gelo seco que dá até pena dos músicos da orquestra, que ficam no fosso na frente do palco e recebem um banho de fumaça. Das músicas, alguns temas, como o principal, são bons. Mas é difícil assistir a quase três horas do amor multiétnico e impossível da vietnamita Kim (Lissah Martins) e do soldado americano Chris (Nando Prado). Não que os atores sejam ruins, mas usam muitos efeitos vocais, como se o excesso de vibratos pudesse traduzir a alta dose de emoção que a história pede. Se houve uma modernização da peça, como na cena do helicóptero, poderiam ter feito isso com a maneira de cantar.
Miss Saigon virou marco por introduzir o drama na Broadway. E põe drama nisso. Mas um dos melhores números é “The American Dream”, protagonizado pelo bom Marcos Tumura no papel de O Engenheiro. É simples, com uma coreografia imitando antigos espetáculos e abordando com humor ácido tanto o American way of life quanto o próprio fascínio despertado por musicais.
Direção de Fred Hanson, com Lissah Martins, Nando Prado e Marcos Tumura  
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