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| O moletom dá o ar despojado à capa apresentada pela TNG no desfile do Fashion Rio |
Peça obrigatória no guarda-roupa no fim do século XIX, a capa voltou às ruas este ano, dividindo espaço com os casacos e pelerines. A peça ressurgiu na década de 1960 e volta agora nos anos 2000 com uma leitura bem moderna. Amplo e prático, o modelo em formato de sino pode ser encontrado nas vitrines do inverno 2007 em diversas alturas e tecidos. Desde os mais pesados feitos em lã ou couro, como mostrou a estilista Patrícia Viera na São Paulo Fashion Week, até os moderninhos, desenhados em moletom ou em tecidos tecnológicos, como fez a grife Raia de Goeye em sua última coleção.
Apresentada num look que misturava shorts e ankle boots, a peça mostrava toda sua versatilidade. “As capas vão bem tanto com vestidos de festa como com jeans”, afirma a estilista Fernanda de Goye, que prefere uma boa capa ao casaco. “Além de ser mais confortável, ela traz menos elementos, o que evita erros na hora de combinar”, diz a estilista, referindose à ausência de botões, fechos ou outros detalhes que podem comprometer uma produção. Em uma capa que se preze, o máximo de diferenciação virá nas golas. A TNG, por exemplo, apostou em golas baixas e firmes, como no modelo em moletom. Já a grife Maria Bonita Extra apresentou uma peça jogada sobre os ombros. É só se cobrir e sair cheia de estilo para encarar o frio.

VARIEDADE
Em couro vermelho, a capa da estilista Patrícia Viera cai bem nas noites frias (1). Glória Coelho prova que a peça também vai bem com roupas de festa (2). A capa na altura da cintura feita pela Maria Bonita Extra mostra que o modelo clássico não faz feio em produções modernas (3). A Raia de Goeye inovou ao combinar com short a capa de tecido tecnológico (4). Alexandre Herchcovitch apostou nos botões e na fenda lateral para criar uma versão charmosa e prática (5) |