Teatro • Home• Revista 21/8/2007
Um Boêmio no Céu
Cenografia é o grande destaque de peça com José Mayer

AS MONTAGENS que trazem como destaque principal a concepção cenográfica são bastante freqüentes. Um Boêmio no Céu desponta como um exemplo típico dessa tendência, a julgar pelo belo resultado alcançado por Hélio Eichbauer, que valoriza a brasilidade, tanto pelas referências diretas à festa de São João quanto pela utilização de cores tropicais, num conjunto visual singelo.

José Mayer: empenho ao interpretar o boêmio

Não se trata da única qualidade do espetáculo: as composições de Catullo da Paixão Cearense contagiam o público. No entanto, é preciso assumir uma postura condescendente para relevar os problemas presentes na encenação de Amir Haddad, que se alonga mais do que o necessário.

Leia também

Cinema
Exposição
Música
Livros
Teatro
Internet
Televisão
Gastronomia

Se José Mayer evidencia seu vínculo com o projeto pelo empenho com que interpreta o boêmio do título, e Antonio Pedro Borges extrai alguma graça como São Pedro, Aramis Trindade demonstra dificuldade em encontrar o tom de comicidade popular para Santo Onofre. Em especial, Kátia Brito, como o Anjo, não consegue tornar expressiva sua permanência quase onipresente no palco. Os músicos, apesar de cumprirem com correção suas funções, também poderiam interagir de alguma forma com a cena. (D.S.W.)

Teatro Villa-Lobos
Av. Princesa Isabel, 440, Rio
Tel. (21) 2275-6695. Até 30/9.