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| Para Jean- Baptiste Bourotte, tomar vinhos de Bordeaux não é só para entendidos |
Jean-Baptiste Bourotte bem que tentou procurar seu próprio caminho. Bisneto de Jean-Baptiste Audy, que fundou a empresa que atualmente possui propriedades vinícolas em Pomerol, Lalande de Pomerol e Lussac Saint Emilion e distribui vinhos de châteaux menores, ele trabalhou na Cartier e viveu na Argentina, no Chile e na Suíça antes de decidir voltar aos negócios familiares. Coincidentemente, ele não foi o único herdeiro de produtores de vinho da região de Bordeaux a agir dessa forma.
“Houve um momento em que todos decidimos retornar para as propriedades, porque acreditávamos no potencial”, disse Bourotte em agosto, em visita a São Paulo.
Com outros 17 produtores de idades entre 25 e 35 anos, ele formou o grupo Bordeaux Oxygène, que pretende rejuvenescer a imagem dos vinhos da região. “Muita gente acha que tomar vinhos de Bordeaux é para entendidos, e queremos dizer que não é tão complicado assim”, afirma. Por isso, eles fazem eventos como degustações informais em pubs ingleses.
Entre os vinhos que ele pretende descomplicar estão os que apresentou no almoço harmonizado no restaurante D.O.M. As estrelas foram o denso “Château Bonalgue 2001” (R$ 295) e o elegante “Clos du Clocher 2002” (R$ 350). Já o “Château les Hautes-Conseillants 2001” (R$ 189) mescla Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon para um resultado bastante frutado. Surpreendente foi o branco “Château Peyruchet Cuvée Jean- Baptiste 2005” (R$ 55), perfeito para acompanhar foie gras ou sobremesas e com ótimo custo-benefício. (M.M.)

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