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Ele faz o melhor Bonarda sul-americano. As uvas, originárias do Piemonte, provêm de um vinhedo
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| O enólogo Roberto González (acima), que faz o "Occasionale": Bonarda e Ancellotta aos pés dos Andes |
antigo, de uma das primeiras levas da imigração italiana em Mendoza. Agora, o enólogo Roberto González juntou a elas uma cepa típica da Emília- Romana, a
Ancellotta, plantada na década passada no sopé dos Andes. E às duas italianas acrescentou, em igual proporção, a francesa Syrah. "Ela facilita esse blend da suavidade e dos aromas da Bonarda com a estrutura da Ancellotta", explica González, que esteve no Brasil em agosto. Então, da excepcional safra de 2003, nasceu o "Occasionale", um bom exemplo de que nem só de castas
francesas vivem os vinhos sul-americanos. "Trabalhamos com o conceito de aprofundar o uso de uvas italianas", diz o enólogo.
"Occasionale", da Nieto Senetiner, é um vinho único, que não se repetirá. "Se viermos a fazer outro, será com uma mistura diferente de uvas", diz González. Existem, portanto, apenas 7 mil garrafas desse vinho de ascendência italiana e caráter argentino. Dessas, duas mil vieram ao Brasil (R$ 100, a unidade), o único país do mundo a comercializar o "Occasionale", além da Argentina. No nariz, ele é um tinto marcado pela baunilha, conseqüência dos 18 meses de barrica, e pelas especiarias, como pimenta-doreino. Na boca, o chocolate, o tostado e as notas balsâmicas sobressaem. Com 14,5ºC apresenta-se ainda um tanto alcoólico e precisa ser decantado antes de ir para a taça.
Luciano Suassuna
DICAS DA SEMANA
VINHO E MISTÉRIO Vinho vai bem com mistério na série francesa Sangue na Vinha, que chega agora ao Brasil. O primeiro volume, Bodas de Ouro em Yquem (Rocco, 208 págs., R$ 29), de Jean Paul Alaux e Noël Balen, apresenta o enólogo Benjamin Cooker, que desvendará a morte de um casal de aposentados que conhecia os segredos de uma vinícola.
BRASIL JAPONÊS Criação do chef Adriano Kanashiro, o Festival de Peixes Brasileiros é realizado entre os dias 14 e 22, no horário do jantar, no restaurante Kinu (tel. 11-6838-3208), do Grand Hyatt São Paulo. São oito pratos à la carte em que os peixes de rios são usados em pratos da culinária japonesa.
FESTIVAL PERUANO Os chefs James Berckemeyer e Jaime Pesaque Roose são convidados do chef Marcelo Pinheiro no VIII Festival Gastronômico Peruano, entre os dias 14 e 22, no restaurante Tarsila (tel. 11-3179-2555), do hotel InterContinental. Os três dão uma abordagem moderna à culinária do país, em pratos como "Aji de Gallina" e "Seco de Cordero", acompanhados por Pisco Sour.
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