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| O enólogo Antônio Cerdeira, que certifica os vinhos da região noroeste de Portugal: 90 milhões de litros ao ano |
Vinhos verdes
Quando Antônio Cerdeira nasceu, o Brasil ainda era o maior importador de vinhos verdes no mundo. A herança cultural da colônia portuguesa no País e o preço médio da garrafa até a década de 70 contribuíam para isso. Mas uma reestruturação feita pelo Ministério da Fazenda em 1975 triplicou os valores dos impostos sobre esse produto e praticamente o baniu da mesa do brasileiro. "Nossa missão é manter viva essa tradição e retomar as exportações em grande escala ao Brasil", afirma Cerdeira, que é enólogo e hoje comanda os laboratórios de provas da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes.
Tinto, branco ou rosé, esse vinho originário do noroeste de Portugal leva a denominação de "verde" pelas características da vegetação dessa localidade. E, devido às propriedades do solo granítico, desenvolve a acidez que o tornam peculiar e único. "Fresco, jovem e leve. É assim que o vinho verde deve ser", diz Cerdeira, que certifica os produtos dessa região, uma das maiores áreas regulamentadas da Europa, com 35 mil hectares, 600 empresas engarrafadoras e produção de 90 milhões de litros ao ano.
Feito a partir de uvas ibéricas como a alvarinho e a loureiro, e naturalmente refrescante pela característica frisante que possui, o vinho verde brancos, carro-chefe da produção e das exportações, casa perfeitamente com o clima brasileiro e com pratos de frutos do mar e peixes. Com preços a partir de R$ 20, uma garrafa de vinho verde chega ao mercado numa faixa de valores acessível. "Trata-se de uma opção barata e original para harmonizar com os pratos do verão que se aproxima", afirma Cerdeira. Entre os vinhos verdes encontrados no Brasil estão o "Gatão 2006" (R$ 20,99), "Quinta da Aveleda 2006" (R$ 28,67) e "Alvarinho Deu la Deu 2006" (R$ 40).
Gustavo Maia |