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| Reinaldo, Hubert e Cláudio Paiva: test drive da democracia |
O jornal era uma dissidência do Pasquim?
Nós três éramos cartunistas do Pasquim, mas não foi bem uma dissidência. Queríamos uma coisa com menos política e mais humor.
Um dos nossos lemas era: “Um jornal sem compromisso com a verdade”. E não deixamos de falar em política. Como o jornal foi publicado de 1984 a 1992, no período da abertura política, fizemos um test drive da democracia.
E o que vocês tinham contra o Paulo Francis, que aparece com freqüência no jornal?
Nada. Ele era incrível. Nós fazemos piadas com pessoas de que gostamos. Lembro da manchete dizendo que haviam encontrado a ossada do Caetano Veloso. Adoramos o Caetano. O que tínhamos era uma obsessão maluca por algumas pessoas, como o Paulo Francis.
Há mais coisas da turma a serem lançadas?
A próxima etapa deve ser o lançamento da revista Casseta Popular, que existia simultaneamente ao Planeta. Nós nos unimos em 1988, quando fizemos um show juntos.
Não cansa fazer humor todo esse tempo?
Comecei em 1974, mas não me cansei porque os assuntos e os personagens mudam. E já fizemos tevê, revista, disco, rádio, até camiseta. Há coisas que não mudam. Tem uma manchete que dizia que deputados comprados vieram com defeito. Isso também valeria hoje. Mas tentamos fazer coisas diferentes, mudar os cenários. O programa é jovem. Não nos vemos como velhinhos do humor. Aina Pinto |