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| Orhan Pamuk: lirismo e criatividade em dois livros |
Que Orhan Pamuk é um grande romancista, os brasileiros já puderam provar e comprovar em obras como Neve e Istambul (esta um misto de ficção e memórias), sucessos de venda no País. Agora, além de conhecer sua criativa primeira obra, O Castelo Branco (Companhia das Letras, 200 págs., R$ 37), de 1985, seus fãs têm a chance de conhecer os discursos do Prêmio Nobel de Literatura de 2006, em A Maleta do Meu Pai (Companhia das Letras, 96 págs., R$ 29,50).
São três discursos: “A Maleta do Meu Pai”, de agradecimento pelo Nobel, “Em Kars e Frankfurt”, proferido na entrega do prêmio Friedenspreis, de 2005, e “O Autor Implícito”, conferência em Puterbaugh sobre literatura mundial. Em todas, ele oferece considerações líricas sobre o ato de escrever e sobre sua própria literatura. “O escritor fala de coisas que todos sabem mas não sabem que sabem”, diz ele a certa altura.
Em seu primeiro romance, O Castelo Branco, o autor turco oferece alguns dos talentos que foi aprimorando com o passar do tempo. O livro promove um jogo de espelhos entre um veneziano, escravizado por um paxá e entregue a um estudioso turco que parece gêmeo de seu escravo. Pamuk investiga esse relacionamento complexo, fazendo sutis paralelos sobre a relação da Turquia com o Ocidente e refletindo a questão da identidade. Mariane Morisawa
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