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Johannes Selbach, em São Paulo: mercado para o Riesling cresceu 50% em dois anos |
Os vinhedos da família Selbach, nas encostas do rio Mosel, na Alemanha, datam do século 17. Documentos apontam que a primeira colheita aconteceu em 1661. Quase 350 anos depois, o plantio das uvas Riesling nas propriedades dessa família alemã segue os mesmos métodos do passado, mas hoje atende a uma demanda dos quatro cantos do mundo. Para colocar o Brasil nesse mercado, que cresceu 50% nos últimos dois anos, o responsável por essa produção tricentenária, Johannes Selbach, esteve em São Paulo e pôs à prova os vinhos da Selbach- Oster, elogiados por publicações especializadas, em uma harmonização nada convencional com as iguarias japonesas do badalado Jun Sakamoto, no bairro de Pinheiros. “Eventos como esse mostram a versatilidade do Riesling”, afirmou Selbach, que apresentou rótulos como “Zeltinger Sonnenuhr Riesling Kabinett Trocken 2004” (US$ 45,90) e o “Bernkasteler Badstube Riesling Spätlese 2003” (US$ 51,60).
Originária dos solos com baixo pH da Alsácia e do sudoeste alemão, a Riesling resulta num vinho de acidez alta, exuberante quantidade de açúcar e graduação alcoólica baixa.
Esses atributos casam perfeitamente com o clima do nosso País e os pratos da nossa gastronomia, como peixes, frutos do mar, temperos fortes e pimentas. Mas, apesar da fácil harmonização, o vinho alemão perfeitatem uma barreira a vencer antes de virar unanimidade no Brasil. “A herança dos vinhos de garrafa azul ainda é um problema para as exportações”, diz Selbach. O produtor desaprova os conhecidos Liebfraumilch pelos métodos de produção, integralmente industriais, pela falta de critérios na seleção de uvas e principalmente pela garrafa. “A cor azul reduz a durabilidade e interfere no sabor do produto.”
Apreciador de um bom prato e bebedor entusiasmado de vinho – duas garrafas todas as noites na companhia da mulher –, Johannes começou na enologia como fã incondicional dos clássicos franceses. Estudou em Bordeaux e se formava na faculdade quando recebeu do pai a incumbência de encabeçar os negócios da família. Hoje ele exporta até para grandes países produtores de vinho, como Espanha, Nova Zelândia, França e Itália. “O interesse pelo Riesling cresce a cada ano. Os apreciadores de vinho querem sabores novos de castas diferentes”, afirma o alemão, justificando o “boom” comercial dos últimos dois anos. “É muito fácil amar o Riesling. Basta descobri-lo.”
Vinci Vinhos – tel. (11) 6097-0000
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BRASILEIROS NO ATLAS
A aguardada sexta edição do The World Atlas of Wine, dos críticos Jancis Robinson e Hugh Johnson, traz boas novidades para os vinhos brasileiros. Pela primeira vez, três rótulos nacionais foram incluídos no volume
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“TALENTO 2004”,
DA SALTON
Corte de Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (30%) e Tannat (10%) vindo de uma das melhores safras da história e provado pelo papa Bento XVI na recente viagem ao Brasil, de cor bordô intenso. |
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“QUINTA DO SEIVAL 2004”, DA MIOLO
Vinho feito com uvas Cabernet Sauvignon, com assessoria do enólogo francês Michel Rolland. Tem tonalidade vermelho-rubi e púrpura. |
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“EXCELLENCE PAR CHANDON”
Espumante feito com uvas Chardonnay e Pinot Noir, colhidas em estágio de maturação avançado, de cor amarelodourada com reflexos verdes. |
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