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RPM: do auge ao fim em três anos |
A carreira meteórica e os números hiperbólicos do RPM estão relatados em RPM – Revelações por Minuto (Companhia Editora Nacional, 440 págs., R$ 69), biografia escrita por Marcelo Leite de Moraes. Paulo Ricardo, Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e Paulo Pagni, o P.A. Agora em período de trégua e ensaiando o retorno com um CD de inéditas, os integrantes da banda deram depoimentos contando não só como foi o auge da fama, mas também as brigas e outras notas dissonantes que puseram fim à banda, em três anos.
Já são 22 anos desde que foi lançado o álbum Revoluções por Minuto e o grupo se tornou um fenômeno, com mais de 2 milhões de cópias vendidas de um único disco. Acusados de serem um produto de marketing de gravadora, os músicos contam que o RPM surgiu da vontade deles de fazer um som diferente. O sucesso trouxe não só a histeria de fãs e milhares de discos vendidos, como também as disputas internas regadas a bebidas e drogas. Uma das histórias narradas é a do encontro com Gilberto Braga, na casa do autor, quando, além de recusarem colocar uma música na trilha de Vale Tudo (1988), deram vexame por beber demais.
Com discografia completa, cronologia de shows e apresentações na tevê, o livro tem ainda histórias de como foram compostos alguns sucessos, como “Loiras Geladas”, e reproduções de entrevistas já publicadas. |