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| In Rainbows, do Radiohead, foi lançado em outubro somente na internet e agora chega às lojas brasileiras |
ROCK
OS URUBUS de plantão que prevêem a morte rápida do CD estão sendo obrigados a retardar os prazos de seus prognósticos pessimistas com a chegada às lojas, neste mês de janeiro, de In Rainbows, o sétimo álbum do Radiohead. A despeito de ter sido disponibilizado em outubro na internet, em inovadora ação de marketing pela qual o consumidor decidia o preço que queria pagar pelo CD (valia até baixá-lo de graça), o disco galgou rapidamente o topo das paradas inglesas e americanas em seu formato físico. No Brasil, onde deverá causar menos furor, o álbum está sendo editado pelo selo paulista Flamil, sob licença da gravadora britânica XL Recordings.
In Rainbows tem sido saudado com razão como um dos melhores discos do grupo. O entusiasmo vem do fato de o Radiohead ter freado a direção experimental que vinha caracterizando álbuns recentes da banda como Kid A (2000) e Amnesiac (2001). Não que as estranhezas climáticas tenham desaparecido do som do quarteto. As batidas bem distorcidas e as guitarras dissonantes de "15 Steps", primeira das dez músicas do álbum, indicam que elas, as estranhezas, ainda estão lá. Mas In Rainbows é o álbum mais melódico e musical do Radiohead em dez anos. Não é uma obra-prima como o revolucionário Ok Computer (1997), mas faixas como a melancólica "Videotape" e a sombria "Nude" mostram que um pouco de melodia faz bem ao Radiohead. Mauro Ferreira
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