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AVENTURA
Homem de Ferro
Robert Downey Jr. esbanja charme como o gênio que faz justiça com as próprias mãos

Suzana Uchôa Itiberê

DIVULGAÇÃO
Tony Stark, alter ego do super-herói, foi inspirado no milionário americano Howard Hughes

DEPOIS DOS MILHÕES de dólares arrecadados por Homem- Aranha, Hulk, Quarteto Fantástico e X-Men nas telas, a Marvel Comics criou a Marvel Studios, especialmente para levar seus astros dos quadrinhos para o cinema. Homem de Ferro é a mais nova franquia e o primeiro título sob a bandeira do estúdio. Não é preciso ser iniciado nas aventuras do herói enlatado, pois o enredo se concentra na origem do personagem concebido em 1963 por Stan Lee, Larry Lieber e Don Heck. Seu alter ego, Tony Stark, foi inspirado no milionário americano Howard Hughes. O playboy é um gênio da indústria armamentista e, no original, usa suas invenções para matar comunistas na Guerra do Vietnã. Até o dia em que é ferido pelos estilhaços de uma bomba, capturado e obrigado a construir uma arma para o inimigo. No cativeiro, Stark não só ignora as ordens como usa suas habilidades para criar uma placa peitoral metálica que mantém as lascas da granada longe de seu coração, e a armadura de ferro que lhe possibilita a fuga. No filme, os afegãos tomam o lugar dos vietcongues, mas a essência permanece.

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O maior risco - e também o maior acerto - da produção é a inusitada escolha de Robert Downey Jr. como protagonista. O ator indicado ao Oscar por Chaplin é muito talentoso, mas as idas e vindas em prisões e clínicas de reabilitação para dependentes químicos não correspondem à imagem de um super-herói. Basta entrar em cena, porém, e as derrapadas pessoais ficam para trás. Seu Tony Stark tem sex appeal, humor ferino e um egocentrismo que só aumenta seu charme. O diretor Jon Favreau (Zathura: Uma Aventura Espacial) conduz os efeitos especiais com pulso forte e sabe que tem a seu dispor um intérprete de nuances. Assim, explora a crise de consciência que acomete Stark quando este se depara com as vítimas das armas que inventa.

A capacidade de se questionar e de admitir erros o torna mais humano, e real. Mas também vai colocá-lo em rota de colisão com o traidor Obadiah Stane (Jeff Bridges, ótimo na pele do vilão), antes o braço direito de Stark na corporação. Gwyneth Paltrow também brilha como a esperta assistente do herói. Está tudo no lugar. Só não é ótimo porque o Homem de Ferro demora a entrar em ação e há um único confronto grandioso. Pelo jeito, as melhores cartas estão reservadas para a inevitável continuação.


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