- Anuncie
- Assine

 
 
 
 
Cinema // Home
 
- Edição Atual
- Anteriores
 
- Imagens
- Frases
- Urgente
- Moda
- Estilo
- Fernanda Barbosa
- Agito
- Aconteceu
- Celebridade
- Reportagens
 
- Cinema
- Música
- Livros
- Teatro
- Gastronomia
- Televisão
 

Atualize-se com a
IstoÉ Gente!




- Fale Conosco
- Expediente
- Anuncie
- Assine
- Loja 3
 







AÇÃO
Speed Racer
Diretores de Matrix imprimem ritmo de videogame em adaptação de desenho animado

Marcelo Lyra

DIVULGAÇÃO
O ator Emile Hirsch vive Speed nas telonas


RESPONSÁVEIS
pela bemsucedida série de filmes Matrix, os irmãos Andy e Larry Wachowski foram chamados pelos produtores de Speed Racer para dirigir esta adaptação para os cinemas de um dos desenhos animados de maior longevidade na tevê brasileira. A escolha dos irmãos tinha uma boa razão: assim como Matrix, Speed Racer utiliza a mistura de atores em carne e osso com cenários virtuais, na conhecida história do jovem talentoso que enfrenta vários inimigos em corridas disputadas mundo afora.

O desenho original chegou ao Brasil nos anos 70, fez grande sucesso e andou esquecido, até ser resgatado, nos anos 90, pela MTV, e depois pelo canal pago Cartoon Network, onde conquistou uma nova legião de fãs. Foi um dos pioneiros a usar um truque que depois virou rotina na tevê japonesa: fazer olhos dos personagens mais arredondados, de modo a facilitar a aceitação do público ocidental.

Graças aos irmãos Wachowski, o filme é tecnicamente impecável e com um ritmo alucinante. A linguagem é rápida e dinâmica, com os inimigos aparecendo o tempo todo, sem dar tempo de ninguém respirar. Ou seja, o modelo são os videogames. O problema é que os produtores gastaram toda a verba nos efeitos de computação gráfica, deixando pouco para o roteiro. O resultado é uma trama confusa, perdida em meio ao show pirotécnico de carros que colidem o tempo todo sem nunca amassar. Lembram aqueles brinquedos de bate-bate dos parques de diversões.

Leia também

Cinema
Exposição
Música
Livros
Teatro
Internet
Televisão
Gastronomia

O curioso é que, apesar de planejada para a tela grande, essa versão é claustrofóbica, bem ao contrário do desenho original. Isso se deve ao fato de a maioria das corridas ser disputada em autódromos indoor que mais parecem autoramas high-tech, e também ao excesso de inimigos nas pistas. O visual não ajuda, pois os cenários reais exageram nas cores berrantes, que lembram os filmes mais espalhafatosos de Pedro Almodóvar.

Ao menos conservaram o tradicional barulho das molas quando Speed aciona o botão de saltar e a antiga trilha sonora, que ganhou versão tecno. É possível que este novo Speed Racer agrade os jovens fãs do desenho, especialmente os mais afeitos aos videogames. Mas os velhos fãs e os adultos que levarem seus filhos ao cinema irão morrer de tédio. E nem adianta tentar tirar um cochilo na poltrona: o filme é muito barulhento.


Copyright © 2008 - Editora Três Ltda. - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
ContentStuff - Media Solutions