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Confissões dos aprendizes veteranos
Aina Pinto

VIVIANNE BRAFMANN, diretora de desenvolvimento e relações com o mercado da Young and Rubicam

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Em exibição pela Record às terças e quintas-feiras, às 23h, Aprendiz já arrumou emprego para quatro pessoas. Os ganhadores das edições passadas contam como suas vidas mudaram após participar e trabalhar com Roberto Justus, que atualmente está em busca de um sócio:

Como sua vida mudou após o programa?
VIVIANNE BRAFMANN
(1ª edição): Desde que o programa acabou, passei a dar muitas palestras e também escrevi um livro, A Aprendiz.

FÁBIO PORCEL (2ª edição): Participar do programa foi muito importante. Trabalhar com Roberto enriquece qualquer profissional.

ANSELMO MARTINI (3ª edição): Passei a ser reconhecido como o vencedor do programa, o que é efêmero, porém gratificante. Do lado profissional, acrescentou muito para a minha formação.

TIAGO PEREIRA (4ª edição): O programa transforma sua vida, abre portas, dá notoriedade e muda a relação que as pessoas têm com você. Dá credibilidade.

FÁBIO PORCEL acaba de voltar ao Brasil

É difícil, no trabalho, conviver com o rótulo de ex-participante de reality show?
VB:
Confesso que é. Mas diminui com o tempo. O primeiro ano foi o pior, porque as pessoas têm a impressão que você nunca fez nada mais na vida, só participou de um reality show e conseguiu um emprego. Depois, o rótulo passa a ser um elogio.

FP: Participei do programa em 2005 e ainda me reconhecem nas ruas. Tenho orgulho disso.

AM: No meu caso, não, pois os americanos compreendem o mecanismo do programa e não ligam muito para este título.

TP: Não, nem no ambiente de trabalho, nem na vida.

Continua trabalhando na função para a qual foi contratado após o programa?
VB:
Não. Fiquei durante o ano do prêmio na Wunderman. Atualmente, estou na Young.

FP: Passei um ano e meio trabalhando com Roberto. Depois, eu me casei com a Melina, que participou do programa, na mesma edição que eu, e fomos para Londres. Voltei há duas semanas. Estou avaliando propostas e tenho conversado freqüentemente com Roberto.

AM: Após conversas com o Roberto e o pessoal em Nova York, optei por seguir o meu caminho com a minha empresa em Los Angeles.

ANSELMO MARTINI, presidente e diretor executivo de própria companhia, Monarca Group, Inc.

TP: Sim, a empresa continua em pé e eu continuo trabalhando muito. Agora, com diversos outros projetos, além do original.

Roberto Justus é mais durão na tevê ou no dia-a-dia?
VB:
Essa é a curiosidade de todos (risos). Meu contato com o Roberto é diário. Ele é bem mais tranqüilo, mas é tão exigente no dia-a-dia quanto é na tevê.

FP: Ele é uma pessoa muito correta e muito rígida. Ele é presidente do maior grupo de propaganda no Brasil, um dos maiores do mundo. Tem mesmo de ser exigente.

AM: Só tenho elogios e admiração pelo Roberto. Não tenho contato diário com ele, mas temos uma ótima relação. Inclusive, tive o prazer de reencontrá- lo com sua família quando visitaram Los Angeles de férias.

TP: Essa é a que mais perguntam! (risos). Ele é uma das pessoas mais bacanas que conheço, além de muito inteligente. É um privilégio trabalhar com ele.

TIAGO PEREIRA, sócio e principal executivo da DWA do Brasil Ltda.

Já teve a oportunidade de demitir alguém? Como se sentiu?
VB:
Não tive a infelicidade de demitir ninguém, graças a Deus. Mesmo que por necessidade, tenho certeza de que me sentiria mal com isso.

FP: Antes do programa, apenas uma vez. Não tive mais esse desgosto.

AM: Em algum momento, todos teremos a experiência de demitir e ser demitido. É parte natural da vida profissional e duvido que exista alguém que goste dessa experiência.

TP: Fiz isso antes do programa. É a pior coisa que existe.

 


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