 |
| Filho de Wilson Simonal apresenta repertório coeso e festivo |




INTEGRANTE da turma projetada pela gravadora Trama no fim dos anos 90, Wilson Simoninha foi inicialmente superestimado pela crítica, assim como seu irmão, Max de Castro. Os filhos de Wilson Simonal (1938-2000) foram saudados como os salvadores da pátria musical brasileira quando, a rigor, apenas bebiam bem na fonte do pai, de Jorge Ben Jor e de outros artistas que formataram o balanço black nacional. Contudo, o som da turma vem evoluindo nesses dez anos. A prova é que o terceiro álbum de inéditas de Simoninha, Melhor, faz jus ao título. O artista aprimorou seu mix de samba, soul e funk. “A Saideira (Samba Negro)”, que abre o disco, já dá a pista certeira do tom alegre do trabalho.
Sem reinventar a roda black, Simoninha apresenta repertório coeso urdido com grooves azeitados e gravado com nomes de diferentes gerações do soul brazuca. Parceria inédita de Simoninha com Ben Jor, “Sossega” traz a voz de Cláudio Zoli. Uma das faixas mais felizes do CD, “Ela É Brasileira” agrega Seu Jorge, parceiro e convidado da música feita por Simoninha e Max de Castro. Jair Oliveira contribui com a radiante “Rei da Luta”, emoldurada pelo piano de William Magalhães. E a inclusão de uma ou outra balada, caso de “Mareio”, ajuda a alternar climas e a impedir a linearidade do disco. Justiça seja feita: Wilson Simoninha promove um baile da pesada em seu melhor trabalho fonográfico.