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| Os ingleses do Coldplay dão maior ênfase às guitarras neste quarto trabalho |
GRUPO BRITÂNICO de som calcado no piano e na voz do cantor e compositor Chris Martin, o Coldplay sedimentou marcante personalidade ao longo de três CDs, Parachutes (2000), A Rush of Blood to the Head (2002) e X & Y (2005). Em seu quarto álbum, a banda recorre a um produtor de marca igualmente forte - Brian Eno, líder do grupo Roxy Music (1971 - 1983) e mestre dos sintetizadores - para experimentar novos tons em sua música. De fato, Viva la Vida or Death and All his Friends é o disco mais diferente do Coldplay. Como o excelente single "Violet Hill" sinalizara, há maior ênfase nas guitarras. Contudo, Eno não anula de todo a personalidade do Coldplay. As melodias de atmosfera melancólica, marca do grupo, são encontradas em temas como "Lost!" e "42".
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Entre experimentações com cordas de tom oriental em "Yes" e um tema instrumental, "Life in Technicolor", o Coldplay não escapa da comparação com o U2. Ecos do grupo irlandês são perceptíveis em "Cemeteries of London" e "Lovers in Japan / Reign of Love". Inclusive por conta do timbre da guitarra de Johnny Buckland, que remete ao toque de The Edge. A semelhança não chega a ser uma surpresa. Brian Eno foi um dos produtores de The Joshua Tree, álbum festejado do U2. No todo, o Coldplay se sai bem na tentativa de não se acomodar e de procurar dar outro colorido a este álbum cuja capa reproduz pintura do francês Eugène Delacroix (1798-1863).