Edgard Sader cresceu entre panelas e fogões e desde os 14 anos começou a aprender o ofício de empresário do ramo da gastronomia. Seu pai era proprietário do lendário Bambi, restaurante árabe criado em 1951 na alameda Santos, em São Paulo, e que fechou as portas em 2001.
Nos últimos seis anos, Edgard aproveitou para cuidar dos filhos e viajar. Foi em um dos passeios que surgiu o nome para o estabelecimento que o traz novamente à função de restaurateur: Beldí, referência a um country club que visitou em Marrakesh.
Mas nem a influência árabe e tampouco a marroquina guiam a culinária feita no novo restaurante, que também é piano-bar e foi decorado com sofisticação e luz de velas pelo arquiteto João Mansur. “Quis prestar uma homenagem a casas que freqüentei e das quais sentia falta, como o David’s, o Plano’s Bar e A Baiúca”, conta Edgard, que ressuscitou pratos clássicos da cozinha desses lugares, como medalhões de filé mignon à Gabriel (R$ 47), coquetel de camarão (R$ 49) e coquille St. Jacques (R$ 27). O menu contemporâneo tem espaço com os camarões do Santos (camarões grelhados e arroz com molho de champanhe e gorgonzola – R$ 73) e a costela de cordeiro com azeitonas pretas e risoto de açafrão (R$ 57), entre outros.
O Bambi também é relembrado com os beirutes (R$ 23) – invenção do pai de Edgard – e o chocolamour, que leva duas bolas de sorvete de chocolate, calda de chocolate quente, chantilly e farofa doce crocante (R$ 14) . “Meu avô trouxe essa receita do Líbano, onde se toma muito sorvete, mas faz muito frio. Então, a farofa quebrava o gelado.” Marina Monzillo
Beldí – r. Jorge Coelho, 162, Itaim
Bibi, São Paulo, tel. (11) 3071-4334.
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Acima, o proprietário Edgard Sader no bar do Beldí; ao lado, a tradicional sobremesa CHOCOLAMOUR; abaixo, a COSTELA DE CORDEIRO COM AZEITONAS PRETAS e RISOTO DE AÇAFRÃO; e à direita, CAMARÕES GRELHADOS e ARROZ COM MOLHO DE CHAMPANHE E GORGONZOLA |
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