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| Filme especula sobre o sumiço do dramaturgo Molière em 1644 |
AUTOR DE COMÉDIAS clássicas como O Doente Imaginário e O Avarento, Jean-Baptiste Poquelin, o Molière, foi um mestre da dramaturgia francesa. Produziu furtivamente de 1643, quando fundou sua trupe mambembe, até sua morte, em 1673. Ninguém sabe, porém, por onde andou em 1644, época em que vivia perseguido por credores. Assim como John Madden, que em Shakespeare Apaixonado fantasiou o cotidiano do bardo inglês no tempo em que escreveu Romeu e Julieta, o diretor Laurent Tirard especula sobre o breve sumiço do teatrólogo francês em As Aventuras de Molière.
Na criativa visão de Tirard, Molière está preso por dívidas e tem a fiança paga por um burguês que o contrata para ajudá-lo a ensaiar a peça de um ato com que pretende cortejar uma marquesa. Para sua esposa não desconfiar, ele apresenta Molière como o padre Tartuffe. Além de cair de amores pela mulher do patrão, o rapaz se vê envolvido com o romance proibido da filha do casal e com as maquinações de um nobre interesseiro que planeja casar a moça com seu filho. O elenco é excelente e os diálogos, uma mescla do francês atual com o estilo pomposo do século 17, um prazer. Tirard segue o ritmo farsesco que popularizou Molière. Arranca risos gostosos ao satirizar os costumes da alta sociedade francesa, com a vantagem de não correr o risco de ser perseguido por isso. (12 anos)