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| A autora Wendy Orr |
A senhora escreveu o primeiro rascunho de A Ilha de Nim quando tinha nove anos. Como retomou a história?
Quando estava escrevendo o livro, não estava feliz com o modo como estava caminhando. Então, lembrei daquele sentimento de ter nove anos e como me sentia escrevendo aquela história. O livro ganhou vida. Acredito que, para escrever para crianças, é preciso entrar em contato com a criança em nós mesmos. Depois da pré-estréia americana do filme, minha mãe encontrou os cadernos em que eu tinha escrito a história. É diferente do livro, mas me surpreendi com as semelhanças na descrição da ilha e do sentimento de liberdade da personagem.
Apesar de ser uma fantasia, o livro tem elementos reais, como o celular e o laptop que Nim usa. Por que mesclar realidade e ficção em um livro infantil?
Acho que crianças têm interesse em coisas práticas porque isso faz parte da vida delas e faz com que elas se vejam no lugar da personagem.
O que achou dos atores escolhidos para interpretar suas personagens?
O elenco não poderia ser melhor. Abigail (Breslin) não se parece com a imagem mental que eu fazia de Nim, mas tem tanta sensibilidade e determinação que reflete Nim muito bem. Jodie (Foster) foi um bônus incrível porque se parece muito com a maneira como eu sempre imaginei a personagem Alexandra.
E o que sentiu quando viu o filme?
Alívio. Na primeira vez, estava tão tensa que foi difícil assistir inteiro. Na segunda, consegui relaxar mais e admirar as interpretações, a música, a fotografia.