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Moda
Lolita
catarinense estréia nas passarelas
e já é promessa
Aos
13 anos, a beleza andrógina de Poliane Marcel, que chegou a São
Paulo há três semanas, debuta no São Paulo Fashion Week e é vista
como o novo tipo exigido pela indústria da moda
Ana
Cristina Aleixo
| Reprodução |
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| Poliane:
"Cada um tem uma beleza natural. Não existe bonito
ou feio" |
Há
três semanas em São Paulo e a modelo catarinense Poliane
Marcel, de 13 anos, já foi escalada para desfilar as coleções
de seis badaladas grifes no São Paulo Fashion Week. Estreou
nas passarelas, na quarta-feira 31, vestindo os modelitos de Alexandre
Herchovitch.
No
dia seguinte, lá estava ela no desfile do mineiro Ronaldo
Fraga com a coleção Rute-Salomão, inspirada
nos anos 30, 40 e 50 com fortes referências da cultura judaica.
"Até agora, foi o trabalho de que mais gostei",
revelou a mais jovem modelo do SP Fashion Week, que integra ainda
o casting de Reinaldo Lourenço, Marcelo Sommer e Glória
Coelho no evento.
Nascida
em Joinville, Santa Catarina, a garota visitou pela primeira vez
a capital da moda em dezembro. Viajou de ônibus com mais 30
garotas sob o comando do empresário Carlos Hang, proprietário
da Hang Casting Models. Apenas 15 modelos fecharam com agências
paulistanas. Assim, Poliane se tornou a mais nova aposta da L'Equipe.
"Logo que entrei na agência, pensei: 'Quero ficar aqui'.
Adorei as pessoas e o ambiente", afirma a modelo que circula
pelo prédio da Bienal, onde acontece o evento, ciceroneada
por Adriana Ogata, de 27 anos.
A
"babá" contratada pela L' Equipe convive com as
beldades 24 horas por dia. "Há sete meses, resolvi mudar
para o apartamento das garotas. Lá, compartilhamos alegrias
e angústias", conta Adriana. Poliane é a caçula
de mais oito modelos que moram em um apartamento no bairro do Itaim,
em São Paulo. Se a casa está em ordem? "O apê
é grande. Tem quatro quartos, três banheiros e uma
cozinha espaçosa", adianta a babá, que coordena
os horários das garotas e procura evitar que saiam à
noite para badalar. "Invento jogos, fazemos brincadeiras. A
rotina delas já é bastante desgastante e algumas são
muito meninas para freqüentarem o agito das festas", explica
Adriana.
E bota
desgastante nisso. Além de cumprir uma bateria de testes,
elas têm de aprender a lidar com a lógica cruel do
mercado. Os jornais e revistas já anunciam o fim da chamada
"era Bündchen" e apontam rostos e corpos que ganharão
o terceiro milênio. Comenta-se que as curvas e os cabelos
longos logo sairão de cena para dar lugar ao corpo "tábua",
fios curtos e espetados. E o tipo de Poliane corresponde às
novas expectativas.
Mas
a jovem modelo discorda dos padrões impostos de tempos em
tempos pela indústria da moda. "Cada um tem uma beleza
natural. Não existe 'bonito' e 'feio'", opina a garota
que aguarda ansiosamente a chegada da irmã Mariane, de 14
anos. Até o fim de fevereiro, ela também irá
morar em São Paulo e passará a integrar o casting
da mesma agência. Antes, terá de perder os "quilinhos
a mais" que a deixaram na fila de espera, claro.
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