Exclusivo Online |
02/08/2001 |
MÚSICA
Martinho da Vila entre a roça e a cidade
Compositor
lança novo CD e diz que samba nunca sai de moda
Fabiana
Fevorini
Aos
33 anos de carreira, Matinho da Vila considera que está sempre
recomeçando. "Cada novo disco é um princípio
e não uma continuidade da minha carreira," filosofa.
O
compositor diz que o título Martinho da Vila, da Roça
e da Cidade para o novo CD reflete a sua identidade. "Eu
sou assim", afirma. "Sou da Vila, por isso tenho um pouco
de roça e de cidade, e fiz um disco pensando nisso,"
conta.
Esta
ligação com as raízes faz com que ele não
aprecie longas turnês. Mesmo assim, depois dos shows de lançamento
do CD em São Paulo e no Rio, fará uma temporada em
Portugal. "Não gosto de ficar muito tempo fora de casa,"
confessa. "Mas tenho um público muito legal e que me
recebe muito bem lá".
Martinho
atribui a fidelidade do seu público à identificação
do brasileiro com o samba. "O samba nunca está em baixa,"
acredita. "O que acontece é que alguns artistas saem
por um tempo da grande mídia".
Para
ele o samba é o ritmo que o brasileiro mais consome em formatos
diferentes. "Uns gostam de pagode, outros do samba tradicional,"
avalia. "Mas todos os ritmos têm um pouco de samba,"
diz o músico que incluiu o forró no seu novo disco.
Martinho,
que todos os anos participa do carnaval da Vila Isabel, este ano
desfilará como componente. "Nunca me desligo da escola,
quando não posso ter uma participação mais
ativa, desfilo como componente."
Leia
também: Martinho
da Vila
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