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Televisão
As
Meninas do Serginho
Seis
mulheres de diferentes locais do País foram escolhidas a dedo e
hoje formam a banda Altas Horas, que anima a platéia de adolescentes
do programa que invade as madrugas de domingo da Globo
Ana
Cristina Aleixo
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Não
é à toa que as instrumentistas da banda Altas Horas,
programa de Serginho Groisman na Globo, esbanjem bom humor. Além
de terem estreado recentemente na telinha ao lado das belas e feras
Rita Lee e Paula Toller, elas andam superentrosadas pelos corredores
e camarins da sede da emissora, em São Paulo. E fazem questão
de contar que desbancaram muitas "meninas bonitas", cerca
de 40 candidatas, mas sem o mesmo talento e a experiência,
logo reconhecidos pelo apresentador. "Elas desenvolvem um trabalho
de primeira, têm amor à música", elogia
o "maestro" Serginho Groisman.
"Ele
confia muito no grupo", afirma Vera Figueiredo, de 43 anos,
que acumula funções de baterista e band leader, já
que controla as entradas e saídas do conjunto durante o programa.
"Sempre gostei de gerenciar", brinca ela que, há
oito anos, comanda também o Instituto de Bateria Vera Figueiredo,
em São Paulo. Essa paulistana, que já viajou pelo
Brasil e pelo mundo, carrega na bagagem dois CDs, seis vídeo
aulas e prepara um terceiro trabalho.
"Ela
toca bem pra caramba", atesta a carioca Daniela Spielmann,
de 29 anos, dona do maior fôlego. Além de ser a mais
falante da banda, toca sax tenor, sax soprano e flauta transversal.
"Esse aqui é meu filhão", diz, apresentado
o "instrumento querido". A carioca já agendou uma
viagem para o Japão, onde será lançado seu
terceiro CD, primeiro trabalho solo. Ela também já
circulou pelos "botecos" de Nova York ao lado do músico
brasileiro Romero Labambo que, há 18 anos, mora lá.
Também já dividiu o palco com os famosos Elza Soares,
Sandra de Sá e Jorge BenJor. Já trabalhou também
com a colega Guta Menezes, de 32 anos, gaitista e trompetista da
Altas Horas. Mas foi o marido de Guta, também músico,
quem deu um toque sobre os testes do programa, há quatro
meses. "Ele veio me mostrar o anúncio no jornal, aí,
gravei um CD demo e o pessoal adorou", conta.
Não
por acaso, a baixista Gê Mineira, de 41 anos, cruzou Vera
pelos corredores da emissora. Foi a baterista quem a avisou sobre
os testes. "Já nos conhecíamos há um tempão",
conta Vera. Tímida, Gê se viu em apuros quando às
vésperas de estrear o programa, o camarim foi invadido por
Serginho e um cameraman que queriam registrar cenas dos bastidores.
Ela era a única que estava sem roupa e passou um tempão
trancada no banheiro. "Um sufoco", lembra a baixista,
que já tocou nas orquestras Spalla e Sinfônica de São
Paulo e acompanhou a banda norte-americana Deep Purple, que se apresentou
recentemente em São Paulo. Seu pai, o compositor Edmundo
Vilanni Cortes, foi o primeiro pianista do quarteto do Jô
e seus filhos de 6 e 8 anos, já estudam música.
A tecladista
e pianista Ilca Leanza, de 25 anos, é a caçula do
grupo. Nascida em Presidente Prudente, no interior de São
Paulo, ela estudou música em Tatuí. Neta dos músicos
Guilherme Leanza e César Cavo, seus pais também tocam
trompete e piano. "É a pequena notável",
brinca Dani, que desconfia ter herdado o talento para a música
de algum bisavô ou tataravô. Descedente de alemães,
ela explica que seu sobrenome Spielmann significa "homem que
toca". "Antigamente, os nomes tinham relação
com a profissão da pessoa", explica ela, que não
conhece ninguém da família que tenha veia artística.
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